Estou grávida, socorro!

Inicio um diário da minha gravidez. Um diário que poderá vir a ser útil a todas as futuras grávidas. Falo também de outros bebés que estão na minha vida. Sobrinha, filhos de amigas e amigos ou de conhecidas e conhecidos.

terça-feira, junho 01, 2004

Ecografia

Ontem fui marcar a data da ecografia morfológica do segundo trimestre. Continuo sem entender a diferença entre estas ecografias que tenho de marcar noutros médicos e as ecografias que a minha médica me faz. Mas ela insiste que no consultório dela não se fazem e eu não tenho outro remédio que não ir pagar a outro lado... é estranho.
Bom, mas a ecografia ficou assim marcada para o dia 21 de Junho às 12 horas. Fiquei contente porque calha mesmo no dia dos meus anos (que eram também os anos do meu pai). A minha mãe já acha que este bebé é "enviado" pelo meu pai ou qualquer coisa do género, porque a primeira ecografia teve de ser no dia da morte dele, agora a segunda calha no do nascimento. Eu acho apenas coincidências curiosas e o que me assusta é que a minha mãe lhes dê demasiada importância passando a achar que, se for um menino, é uma reincarnação (sim, a minha mãe tem dessas coisas), e tem de ser como o avô. Enfim... medos demasiado prematuros, talvez. Só sei que ela já me disse que queria que ele tivesse o nome do meu pai, ao que eu lhe respondi que não vai ter. Ficou triste.
Depois dei-lhe o sermão do: "o Rui Jofre foi o meu pai, está morto e enterrado e não vai renascer. O meu filho é o meu filho. Vai ter a sua própria personalidade que pode ou não ser parecida com a do avô. Mas não vai ser o avô. Mete isso na cabeça!". Fez beicinho (parecia uma criança), amuou e não disse nada.
Eu sei que estes medos a vocês podem parecer-vos ridículos por serem tão cedo, mas não queria mesmo que o meu filho fosse influênciado na maneira de ser e acabasse por desiludir a minha mãe por não ir ser como ela quer, porque não há duas pessoas iguais e a minha mãe quer que o meu pai renasça. A minha irmã teve uma menina, e ainda assim a minha mãe passa o tempo agarrada a fotografias de bebé do meu pai a tentar encontrar semelhanças que não existem. Mas pelo menos neste caso acabam por ser, de certa forma, alimentadas pela minha irmã que já diz que vai tentar que a menina tenha a profissão do meu pai quando for grande, entre outras coisas. Sei bem que um filho meu é o ideal para estas fantasias todas porque eu sou "a cara" do meu pai. Sou mesmo. Mais parecida só se fosse homem. E isso cria expectativas à minha mãe. Não lhe levo a mal as fantasias. Mas não vou poder permitir que ela "castre" o meu filho ou filha desde o início por ser parecido com o avô. Já eu fui "castrada" e para mais o meu pai estava vivo... imaginem ter de viver com o "fantasma" de um morto... enfim.
Medos à parte, o que eu aqui vinha dizer era que dia 21 é bem provável que fique a saber o sexo do bebé. Acima de tudo o que quero é ver que está tudo bem e estou muito contente porque vai ser a primeira vez que o papá vai estar presente.